3 de novembro de 2025
Nos últimos meses, temos observado um aumento significativo na oferta de imóveis supercompactos – apartamentos Studios e de 1 quarto, com áreas privativas entre 25m² e 39m². O foco aparente desses lançamentos tem sido em investidores que buscam gerar renda com locação de curta duração, o conhecido "Short Stay".
Contudo, em um país onde 39% dos domicílios são ocupados por, no máximo, dois moradores (segundo o IBGE: 18,94% por um único morador e 20,22% por cônjuges sem filhos), e com quatro gerações ativas no consumo imobiliário, será que a demanda por supercompactos se restringe apenas à locação para "Short Stay"?
O fato é que as gerações mais jovens (Millennials e Geração Z) estão cada vez mais ativas na aquisição de imóveis. Essas gerações valorizam a experiência, a flexibilidade, buscam a vida nos centros urbanos e adotam uma cultura de compartilhamento, com menor apego à posse material excessiva. Em paralelo, a geração Baby Boomer, muitas vezes, busca o "downsizing", ou seja, diminuir o tamanho de sua residência atual.
Diante desse cenário, percebe-se que existe uma demanda potencial considerável para imóveis supercompactos. Talvez seja o momento de reavaliarmos os fundamentos que servem como premissa para o desenvolvimento desses produtos imobiliários. A ideia é acomodar tanto os investidores, que em sua maioria buscam bons resultados com a locação "Short Stay", quanto os compradores que se tornarão futuros moradores desses produtos.